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Administrador

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Acordei cedo para planejar as atividades a distância para meus alunos pequenos – 7º e 8º anos. Essa atitude – acordar cedo – tem sido cada vez menos comum desde que iniciou o confinamento. Como costumo dormir tarde, geralmente após a meia-noite, acordo também mais tarde. O dia, da forma como estamos “escondidos” do vírus, transcorreria diferente caso acordássemos cedo ou tarde? Acho que não.
 
Livre da tormentosa enxaqueca de ontem, o dia foi leve. Feriado, em que houve os que trabalharam e os que descansaram, como se via em uma rápida volta de carro pela cidade. Até foi engraçado: fui barrado na porta do posto de combustíveis por estar sem máscara... Novos tempos, novos tempos!
 
Propus-me hoje a discorrer (gosto muito desse verbo, não sei o porquê...) sobre o “valor das coisas”, já que tudo na vida possui um determinado preço, seja ele justo, a nosso parecer, ou não. Só não podemos analisar o valor da vida humana, que é inestimável e não pertence a essa reflexão.
 
Certamente, quanto mais luxuoso for o bem (pra não utilizar a palavra “coisa”, aparentemente ignóbil), mais caro será o seu valor. Exemplo: uma Mercedes vale muito mais do que o meu combalido Uno. Mas isso vale pra tudo? Sim e não.
 
Sim, porque cada um pode definir o preço daquilo que possui; superestimá-lo conforme seu bel prazer. Nessa atitude, há, claro, os que afirmam seus bens serem muito mais valiosos do que os do seu vizinho, ou adversário, ou inimigo.
 
Em meu modesto ponto de vista, o que tenho não vale absolutamente nada. Na verdade, vale pela serventia que tem. Meu apartamento, poderia, assim, estimá-lo em milhões, mesmo sabendo que ele vale talvez alguns milhares de reais. Isso porque, sem ele, não vivo, mas bem poderia viver em algo bem mais modesto, desde que me servisse de guarida e protegesse meu sono. O mesmo diria para meu carro, que me leva onde uma Mercedes também leva o felizardo que a possui.
 
Não esqueci do “não” acima. Pois bem, quanto vale, neste período crítico, um abraço? Não tem valor ou vale até uma vida! E um simples aperto de mão, tão utilizado para cumprimentar ou fechar um negócio? Também perdeu ou superestimou seu valor. Então, a lição que quer se fazer presente na vida (e cada vez mais forte) é a de que podemos ter muitos bens, muitas riquezas, mas sermos pobres em valores imateriais – solidariedade, senso de humanidade, gentileza, respeito ao próximo, humildade, amorosidade e por aí vai.
 
Estou faltando com meus leitores fiéis. Então, hoje mais uma sugestão de boa leitura em tempos de pandemia: “A revolução dos bichos” (George Orwell). A fábula desse romance é bastante simples: um dia, em uma fazenda, os animais resolvem se revoltar e tomam conta de tudo. A partir daí, estarão eles preparados para direcionar os destinos da fazenda e do mundo? Leiam que a resposta está lá.
 
Boa noite a todos!
 
Imaginem um dia terrível multiplicado por dez: assim foi o de hoje. A madrugada já dava sinais do que seria o restante das horas. Primeiro, leves pontadas na cabeça, e remédio pra dor de cabeça providenciado. Tempo depois, remédio para o fígado. Tudo em vão...
 
Assim, pela manhã, a enxaqueca já havia ocupado seu lugar e mostrado com qual força havia vindo. Não adiantava mudar de posição na cama; colocar mais travesseiros; deitar de um lado ou de outro. Outro remédio foi tentado, novamente sem sucesso...
 
Ao meio-dia, a dor atingiu seu auge, e resolvi procurar ajuda no hospital. Sei bem quando não tenho mais condições de lutar contra um mal que se tornou gigantesco e preciso da ajuda de alguém. Pois bem, lá, orientaram-me a procurar um posto de saúde, pois tudo estava direcionado para atendimentos somente de complexidade ou em função do Coronavírus.
 
Cheguei ao posto de saúde indicado. Algumas pessoas já aguardavam atendimento. Logo, uma enfermeira perguntou do que eu precisava. Problema explicado, pediu para eu aguardar consulta médica.
 
Dor quase cegando, mas não tive outra opção. Aos poucos, mais pessoas chegavam, cada um com seu problema, sua dor. Considero que, mesmo com essa grande confluência de pessoas, as enfermeiras procuravam fazer seu trabalho da melhor forma possível.
 
Finalmente chegou minha hora. Inclusive, agradeci ao senhor que havia chegado antes de mim e cedeu o lugar por me achar em “piores condições”. A médica foi muito atenciosa e logo me encaminhou para uma pequena sala, a fim de receber o medicamento na veia. Por sua vez, a enfermeira também me atendeu com uma gentileza ímpar. Nessa hora, pensei em quantas vezes atendi mal aos clientes do banco ou aos meus alunos da vida... E não estava em uma situação de tensão como a que passam os profissionais da saúde neste momento crítico...
 
Final das contas, em um período de pouco mais de duas horas, eu estava “curado” – mas não pronto para outra! No período em que estive no posto, devem ter passado em torno de umas 40 pessoas por lá. Todas muito bem atendidas, diga-se de passagem. Reitero: mesmo neste período crítico de pandemia, esses profissionais, pela sua dedicação a quem precisa deles, merecem nossos aplausos e louvor.
 
Reflito sobre isso estando agora no conforto de minha casa. Não procurei ajuda estando em uma situação tão crítica – vítima de acidente automobilístico ou de outra natureza, por exemplo –, mas fui atendido com um senso de humanidade que me surpreendeu. Afinal, a dita enxaqueca não é perceptível como um machucado no corpo, caso de uma senhorinha que lá esteve em virtude de um acidente doméstico. Então, tenhamos também paciência e respeito com essa classe abnegada que está na linha de frente no combate ao vírus; afinal, mais do que nunca, eles precisam de nosso apoio e compreensão.
 
Boa noite a todos!
 
Dia muito entediante hoje; chato mesmo, daqueles que passam muito lento pela ampulheta. Coronavírus sabe como tornar a vida humana cada vez mais monótona, sem novidades e desgastante.
 
Assim, uma das coisas que nos resta é relembrar de tempos memoráveis de outrora, quando a vida (e o rio) seguia seu curso natural. Tempos mais longínquos ou mais próximos geralmente trazem boas lembranças para quem os tem.
 
No “meu tempo”, éramos alfabetizados apenas aos sete anos. Não havia essa “estória” de educação infantil. Mesmo entrando “mais tardiamente” na escola, geralmente tínhamos sucesso em ser alfabetizados já no primeiro ano. Seriam os professores diferentes naquela época? Ou os alunos? Ou, ainda, ambos?
 
Portanto, fui alfabetizado com o “Barquinho amarelo” (Ieda Dias da Silva). Era uma história muito simples e ingênua de um menino que corria atrás de seu barco de papel pelas ruas, acho que durante uma chuva.
 
Chuva também traz lembranças boas. Um dos dois era contra, mãe ou pai, mas o outro permitia que nós brincássemos na chuvarada. E o divertido era se sujar muito, mesmo havendo muita água para nos limpar. Não lembro de alguém alertar que podíamos pegar uma pneumonia ou algo do gênero. Parecíamos mais fortes e felizes que as gerações seguintes e as atuais.
Pois bem, em uma determinada noite, não sei por qual motivação inicial, pegou fogo em um conjunto de lojas próximo de casa. Foi um incêndio de grandes proporções. Como não havia bombeiro em São Miguel (o mais próximo ficava em Chapecó), rapidamente o fogo se alastrou e consumiu tudo em chamas. Lembro que meu pai e meus manos mais velhos tentaram arrombar uma porta para conter o fogo. Em vão.
 
No dia seguinte, durante o rescaldo, lá estávamos nós, jogando futebol no porão do lugar! Se algum pai reprovou nossa brincadeira, não lembro. Foi muito divertido e diferente.
Por fim, também recordo com saudade das reuniões de amigos à noite, geralmente para brincar de esconde-esconde. Diferentes idades, todos juntos, sem distinção de raça, cor ou credo. Não havia desrespeito; só muita amizade genuína.
 
Isso é o que temos por hoje! Boa noite a todos!
 
Realmente, para quem achava que quarentena de pandemia é tipo “miniférias”, as coisas estão sendo diferentes. A ideia é de “produzir” e “mostrar serviço”, mesmo que a distância. Recebi, então, uma tarefa de trabalho não muito agradável, mas, como inquire sabiamente minha mãe: “você precisa desse dinheiro ou não?”, vamos fazer...
 
Acompanhado de uma boa cachacinha, escrevi o Diário de hoje. Aliás, ela tem sido uma companhia agradável nestes dias de isolamento forçado. Além do que, não reclama de nada e concorda com quase tudo que penso e digo. Viva a liberdade proporcionada pelo álcool bem degustado!
 
Gosto muito de debater, com quer que seja, sobre duas questões que considero fundamentais na vida: “agir certo” e “fazer o que nos faz bem”.
 
O “agir certo” parece tão simples de definir. Podemos dizer que é fazer tudo na vida pela correção. Assim, vejo que não deve ser considerado como uma virtude, mas sim como uma necessidade. Acho que, independente do povo, sempre há aqueles que preferem agir pelo “jeitinho” – e o jeitinho, definitivamente, não é agir certo.
 
Aprendi, desde a tenra idade, a conduzir minha vida pelo certo, pelo correto. Ser honesto, acima de tudo, pregavam meus pais. Mais: o que é teu te pertence, mas o que é do outro deve ser respeitado.
 
Sabem que, por querer agir certo, muitas vezes fui ou prejudicado ou criticado? Vou exemplificar: em um dos meus trabalhos anteriores, um dia, um estudante reprovou. Diga-se de passagem que foi muito bem reprovado! Pois bem, vieram ele (um bruta marmanjo) e seus pais me perguntarem o que poderia ser feito?!? Pergunta estranha... Queriam que eu desse um “jeitinho”; afinal, ele estava para se formar. Eu, solenemente, disse que havia só um jeito: era só ele fazer a matéria de novo e se esforçar para passar...
 
Aí, naquele lugar em que eu trabalhava, “instâncias superiores” deram o jeitinho para ele passar (soube depois). Até hoje tenho orgulho de minha postura naquela ocasião. Fui correto, honesto, nada mais do que isso.
 
Passemos para o “fazer o que nos faz bem”. Gosto de beber, não em exagero. Às vezes, uma lata de cerveja; outras, várias latas. Faz-me muito bem. Agora, há uma grande diferença entre beber e embriagar-se. Sempre soube bem claramente essa diferença. Aliás, em toda minha existência, devo ter feito no máximo uns três porres “homéricos”.
 
Ainda na mesma seara, gosto do ócio, da preguiça. Sim, e muito. Isso me torna um preguiçoso nato? Não! Entendem que o real significado de algumas ações não está na sua simples acepção, mas sim na sua aplicação? Penso assim.
 
Para finalizar, gosto de uma boa discussão. De nível, é claro: sem palavrões ou “abaixar o nível” (como se diz no popular). Por causa disso sou a favar da intriga? Claro que não! Apenas sou a favor do debate amplo e irrestrito de ideias.
 
Nesse aspecto ainda, sempre vou defender minha ideia com “unhas e dentes”, pois é o que me faz bem.
 
Os temas de hoje foram levantados por algumas pessoas que me são muito caras, e que não nomino aqui para que não se sintam mal interpretadas.
 
Boa noite a todos!
 
 
 
Quem diria que 30 dias passariam tão rápido... Isso mesmo: hoje, comemoramos um mês do dito confinamento. Nesse período, poucas coisas de relevante aconteceram (pelo menos em minha vida); precisamos nos adaptar a uma rotina diferente e, a partir dai, reprogramar nosso cotidiano, ficando em uma “semiliberdade” em nossas casas.
 
O visual urbano, nos últimos dias, mudou em Xanxerê. Basta uma rápida circulada pela cidade para ver que um novo modismo tomou conta das pessoas. Trata-se do uso de máscaras, seguindo recomendações das autoridades sanitárias.
 
Você já usou sua máscara hoje? Por onde você ande, verá muitas pessoas “mascaradas”, no sentido literal do termo. Eu vou logo encomendar uma do Homem-Aranha, meu herói preferido desde a infância. Será que tem?
 
“Máscaras” é um assunto muito interessante para abordar. Considerando que vivemos em uma sociedade que nos “obriga” (em grande medida) a termos certos comportamentos, precisaríamos utilizar diferentes “máscaras” ao longo da vida. Que “atire a primeira pedra” quem nunca utilizou alguma máscara social!
 
Uma amiga, certa feita, recomendou-me que eu deveria usar uma máscara de “paisagem” no meu trabalho – aquele artifício de rir “feito bobo” e afirmar (mesmo que contrário aos seus princípios) que tudo “está bem”, “perfeito”, “tranquilo”, “sob controle” e assim por diante.
 
Pois bem, nunca consegui usar essas máscaras; acho que de nenhum tipo. Autêntico ao extremo, prefiro mostrar sempre quem eu sou. Se estou feliz, assim me comporto; se estou triste, também assim me mostro.
 
Considero hipócrita o sujeito que tem a pretensa capacidade de “fingir” estados emocionais que não correspondem ao seu momento. É claro que, por causa dessa autenticidade, muitas e muitas vezes fui mal interpretado. Havia quem, no meu passado, dizia que eu deveria fingir mais para deixar as pessoas felizes. Quanta idiotice, diria o Prates!
 
Penso, e ninguém irá mudar isso de mim, que num mundo cada vez mais guiado por falsidades das mais diversas ordens, precisamos valorizar o autêntico, o genuíno, o verdadeiro. Aliado, é claro, a atividades concretas que revelem isso. Em outras palavras, se digo ser honesto, preciso provar com ações claras, e não vestindo uma máscara de “honestidade”. Se sou íntegro, não é a máscara da integridade que vai provar isso...
 
Sem mais delongas, o livro de hoje é “Vidas secas” (Graciliano Ramos). Nesse romance, o grande mestre retrata a vida miserável de uma família de retirantes sertanejos obrigada a se deslocar, de tempos em tempos, para áreas menos castigadas pela seca. O “estilo seco” do autor, que se expressa principalmente por meio do uso econômico de adjetivos, parece transmitir a aridez do ambiente e seus efeitos sobre as pessoas que participam tanto da obra quanto de sua leitura.
 
Boa noite a todos!
 
Novamente experienciei como é ser um cidadão norte-americano comum. Vontade de café e bolo, comprei-os na padaria e fui degustá-los na “proteção” do meu carro. O que para os “ianques” parece ser muito comum, para nós é uma atividade totalmente insólita. Até comentei com o caixa do estabelecimento se já haviam passado por situação semelhante. Nunca; novidade para todos nós.
 
Um diário precisa ter uma temática específica? Penso que, no meu caso, não. Os temas afloram às vezes conforme o “bom” ou “mau” humor do dia; outras vezes, são reminiscências de tempos passados e antigos (infância, principalmente); outros momentos, reflexões atuais, pontuais, que podem causar constrangimentos ou benfazejos, dependendo da ótica de quem os lê...
 
Dito isso, quero novamente contar de um sonho, muito legal, ocorrido na noite passada. Novamente, não sei precisar a hora, mas se é verdade o que dizem os “interpretadores”, devo ter sorrido de alegria no momento em que ele ocorreu.
 
Dessa vez, havia três personagens: eu (na idade atual), minha filha (com seus sete anos) e meu irmão mais velho, João Guilherme (aparentando estar na casa dos 20 anos). Estávamos todos em uma residência rural, rústica, felizes. De repente, minha filha pediu se eu permitia que meu mano a levasse passear com minha moto – era a primeira moto que tive, uma CG branca, naquela época zero km.
 
Assenti, e os dois foram, então, passear, sorridentes, com a moto.
 
Não sei o porquê de estarmos em diferentes planos temporais no sonho: minha filha e meu irmão mais jovens, e eu com a idade atual. Como já disse em outro momento, nunca fui bom em interpretar sonhos. O que valeu foi a felicidade estampada em nós três naquele momento que considero mágico.
 
Esse meu irmão, tragicamente falecido na jovialidade dos 38 anos, já há 24 anos, era uma espécie de protetor e herói para mim. Lembro que, quando me metia em alguma enrascada, era ele quem me salvava. Se meninos mais velhos, mais altos e mais fortes que eu me perseguissem, lá estava ele para me socorrer.
 
Como bom motoqueiro que era, com frequência me levava passear em sua moto. Tínhamos, portanto, um relacionamento muito legal e salutar. Enfim, sentia ele como um grande amigo do qual podia contar em todas as horas. Fazia muito tempo que não lembrava da figura dele.
 
Sobre livros, sempre gosto de indicar as leituras que me marcaram de alguma forma. Hoje, mais uma boa indicação: “O cortiço” (Aluísio de Azevedo), obra clássica da literatura tupiniquim. O livro basicamente narra a saga do personagem João Romão rumo ao enriquecimento. Sendo dono do cortiço (palco das aventuras da obra), duma taverna e de uma pedreira, ele entende que não basta ganhar dinheiro: é necessário também ostentar uma posição social reconhecida. No cortiço, vivem moradores de menor ambição financeira, mas que giram em torno do personagem principal e sua amante (Bertoleza). Leitura descontraída e instigante.
 
Boa noite a todos!
 
Sinceramente, nenhuma vontade de escrever nada hoje... Decepção com pessoas que admirava tornaram meu dia péssimo. Sabe quando alguém te liga e você já sente, premonitoriamente, que é para futilmente “encher o saco”? Foi mais ou menos assim. Mas como tenho alguns leitores fiéis, que sei gostarem e esperarem meu texto, não vou deixá-los na mão.
 
Ontem, meu amigo e ex-colega de Banco do Brasil (BB), Gelso, instou-me a rememorar os velhos tempos de trabalho na agência de Vargeão – lá pelos idos de 1997 a 2002. Época boa, de juventude e viço, como diria o poeta.
 
Por questões de destino (haviam fechado o Cesec em Chapecó), e querendo permanecer na região, em função da namorada na época e a proximidade com a família, resolvi pedir transferência para o BB de Vargeão. Local mais próximo onde tinha vaga na época.
 
Assim, saía de Xanxerê todas as manhãs, cumpria meu expediente e retornava para casa no final da tarde. Lá, fui atendente, caixa executivo, substituto de gerente de expediente e até, em algumas parcas ocasiões, substituto de gerente.
 
Agência pequena, éramos muito irmanados, cada um com sua personalidade. Havia o Potrich (italiano da gema), o Paulo (alemão teimoso), o José Eduardo (fumante inveterado), o Neoli (grande amigo até hoje) e alguns gerentes que não vale a pena lembrar – eles sabem o porquê, e eu também.
 
Sendo em poucos, praticamente todo mundo fazia um pouco de tudo. Eu gostava particularmente do caixa e quase nada do atendimento. Nunca fui (e acredito nunca serei) bom no “trato” com as pessoas. Assim, alguns clientes, gostava de atender, e outros, detestava.
 
Pois é, nunca diga “desta água nunca mais beberei”... Por novas forças do destino, 17 anos depois (ano passado) estava voltando a Vargeão, agora para ser professor... Talvez o tempo diga se “arrependimento mata”!
 
Um desabafo: tudo bem governantes não estarem “nem aí” com a educação; pais se “lixarem” para professores; haverem alunos serem relapsos, mal-educados e sem vontade, mas quando há falta de apoio “interno”, não sobra muita coisa na dita “educação”. Estou ficando verdadeiramente decepcionado com quem gere os “destinos” da educação. Parece mais ou menos assim: eu tenho “mil” anos de experiência e tenho o direito de interferir em como você deve lecionar. Se você não se enquadrar – fizer como “acho certo” –, você está completamente errado. Pena existirem pessoas com um pensamento tão pequeno assim... Sempre defendi a educação como autonomia do sujeito e livre expressão (inclusive com respeito ao trabalho do professor habilitado em determinada área), mas, para algumas pessoas, ela é produto de sua “formação”. “Bela formação” que elas possuem, diria minha saudosa avó!
 
Boa noite a todos!
 
 
 
Hoje, senti-me um autêntico “cidadão” norte-americano, daqueles que compra seu café na cafeteria e depois vai bebericá-lo no carro. Tal como nos filmes policiais com Clint Eastwood, nas áureas décadas de 80 e 90.
 
Isso foi lá pelo fim da tarde, pois minha manhã foi reservada à preparação de aulas a distância pros meus alunos – tarefa que até tem sido divertida. Posso estar equivocado, mas, nestes “tempos difíceis” (amaino um pouco a expressão, pois parece que, bem devagarinho, tudo quer voltar ao normal), fico satisfeito se eles lerem os materiais e se dedicarem às atividades em casa. Espero também que os pais estejam fazendo sua parte em auxiliá-los...
 
Tenho sentido falta de um lazer que muito apreciava nos tempos pré-pandemia: assistir a um bom filme. De minha mãe herdei, além de uma certa educação e cultura (risos particulares!), a paixão pela “sétima arte”. Lembro, com saudades, dos tempos em que, sábado à noite, assistíamos aos filmes da Globo – acho que os telecines da época, não lembro bem.
 
“Pequenote”, lá em São Miguel do Oeste, quando eu tinha oportunidade (e uma graninha), ia ao cinema local. Geralmente assistir a filmes do Tarzan ou aventuras similares. Havia duas sessões: uma mais cedo, para a petizada, e outra um pouco depois, reservada para os “mais velhos” (minha mana assistia às segundas sessões). Depois, já em casa, contava “tintim” por “tintim” todos os detalhes do filme pra mãe – que escutava com uma paciência de “Jó”!
 
Meu problema é lembrar, depois de vistos, os títulos dos filmes a que assisti. Relembro, particularmente de dois, um da juventude e outro da “adulteza”...
 
“Fibra de valente”, policial da década de 1980 (mais ou menos), marcou-me pela história real de um xerife norte-americano (Buford Pusser) que, após sofrer mais de 100 cortes de navalha durante uma briga, empreende sua vingança. Muito legal. Aparentemente violento, o sangue não “brota” à revelia na tela. Acho que, entre o cinema e os corujões da Globo, devo ter revisto ele mais umas cinco vezes.
 
Já “À espera de um milagre” foi um filme que me impactou muito pela figura gigantesca de seu personagem principal – culpado erroneamente da morte de duas crianças. Preso, tem a simpatia do chefe da guarda, e realiza alguns milagres antes de ser condenado à morte. Apenas o final é totalmente injusto, penso eu.
 
Saudades também tenho de nossos programas (meus e da Marina) e incursões ao shopping de Chapecó. Espero, como minha mãe fez comigo, tornar minha filha uma apaixonada por cinema.
 
Boa noite a todos!
 
Aos poucos, a vida “parece” retornar ao seu rumo normal. Uma saída rápida à rua comprova isso, vendo-se mais pessoas nas “cales” (assim que se escreve mestre Carmelita?), algumas descontraídas e outras tensas. Eu, por exemplo, faço o tipo “tenso” – aproximou-se a menos de 1,5 metro, já salto para trás! Sinceramente, nunca havia pensado nesse tipo de defesa na vida!
 
Mas, conforme nossa vida passa, com ou sem vírus mortal, acabamos nos tornando responsáveis por muitas coisas. Umas pessoas mais, outras menos. Talvez o correto da “lei da vida” (como diz minha mãe), seja os idosos – mais experientes – guiarem os passos dos adultos, e assim por diante. Não necessariamente essa ordem é observada em situações de caos.
 
Onde quero chegar: em momentos ímpares como o que estamos enfrentando, sobressai (e precisa ser quase que naturalmente assim) a figura dos que chamo “administradores de crise”.
 
O que é uma crise, todos sabem. Mas quantos estão realmente preparados para administrar uma crise? Difícil dizer; sinceramente, coloco-me na “turma” dos não preparados. Essas pessoas, milhares ou milhões espalhadas pelo país, são aquelas que nos salvam em situações emergenciais das quais não temos competência para nos safar “voluntariamente”.
 
Assim, relaciono nessa lista muitas e diferentes profissões, sem julgar o mérito de cada uma. À frente, talvez pela característica científica única do dito vírus, estejam os cientistas/pesquisadores e todos os que labutam na medicina – médicos, enfermeiros, assistentes de enfermagem, entre muitos outros que posso esquecer de citar.
 
Além disso, passamos pelas importantes pessoas que nos fornecem serviços essenciais. Bom, aqui, abro um pequeno parênteses (que muitos podem discordar, e respeito), mas serviço essencial, em minha modesta concepção, é todo aquele necessário para me fornecer algo que não posso, por conta própria, produzir/inventar/criar. Então, imaginem comigo, a lista é muito grande...
 
Sugiro que cada um, a seu bel-prazer, faça sua própria lista. Há poucos dias, mais ou menos vislumbrei qual seria a minha. Porém, mais do que isso, tenhamos uma condição de muito respeito a essas pessoas, pois, sem elas (novamente “puxo a brasa pro meu assado”), eu sinceramente teria muitas dificuldades de “sobreviver”.
 
Uma questão me preocupou muito hoje: a “pequena cientista” (nos seus tenros 11,5 anos) está crescendo rápido demais. Daqui a um tempo, não acompanho mais seus pensamentos... Sinal dos novos tempos???
 
Boa noite a todos!
 
Dia calmo, muito tranquilo. Fiquei praticamente em casa o dia inteiro, revezando entre cozinha, sala e quarto. Às vezes, penso se viveremos “eternamente” assim, sem retorno às atividades profissionais e à chamada “vida normal”. Mas deve existir um bom horizonte além desse vírus que nos têm sufocado os intermináveis dias...
 
Gostaria, com a permissão de meus fiéis 70 leitores diários (uma média até aqui), de tratar hoje de um assunto que me desperta muita paixão, uma grande paixão. Daquela que brota do interior e se espalha pelo ar. Uma paixão que adquiri há muito tempo, mas que, por um bom período (cerca de uns três anos), ficou reprimida por forças do destino.
 
Já alerto que não se trata de uma paixão entre dois seres distintos, homem e mulher, mas sim ligada ao ofício que decidi seguir quando optei por cursar Letras e, portanto, “abraçar” a carreira do magistério.
 
Essa paixão voltou a aflorar quando, na semana passada, meu amigo de longa data, Dirceu, disse que havia sugerido meu nome, a uma colega sua de trabalho, para que eu revisasse um capítulo de livro. Fiquei muito contente, não pelo ganho da atividade, mas por “desenferrujar” uma habilidade que, modéstia à parte, “corre no meu sangue”.
 
Trabalho contratado, iniciei a revisão com muito gosto e prazer. Como de praxe, fiz uma primeira leitura, já fazendo correções, e, depois, uma segunda, derradeira, para ajustes finais. Repito: revisar me proporciona muito prazer – intelectual, é claro.
 
Sabem por quê? Porque, nesse momento, sinto-me como um marceneiro finalizando um belo móvel, ou um ourives dedicando-se a uma gema preciosa. Acredito que é um dos meus ofícios – além do principal, de ser professor – que muito me realiza. Inclusive, contabilizo que, num passar de três décadas, devo ter revisado centenas de trabalhos (talvez quase milhar), incluindo livros, dissertações de Mestrado, teses de Doutorado e artigos diversos.
 
Pois bem, depois que mudei meu rumo profissional (em 2017), os trabalhos nessa seara escassearam. Antigos clientes fiéis sumiram como que por mágica, e fiz poucas revisões (duas ou três) nesse longo período de três anos.
 
Acredito que, se morasse em uma metrópole, poderia até sobreviver com esse mister. Mas aí já dependeria de muitas ações vinculadas que a preguiça (e a altura dos anos) não me permitem tomar.
 
Vamos para mais uma sugestão “nacional” de leitura: “O guarani” (José de Alencar), a pedido da prima Anaí. Sem mentir, devo ter lido essa obra-prima pelo menos umas sete vezes.
 
Alencar é primoroso numa cena crucial (e só essa parte vale a leitura da obra toda) do romance velado entre um índio da tribo Guarani (Peri) e sua amada portuguesa (Ceci): o encontro de Peri com uma onça na floresta e o embate psicológico entre os dois. Essa descrição tem umas 20 páginas verdadeiramente apaixonantes!
 
Por hoje, é isso! Ah, em tempo: Feliz Páscoa a todos e uma boa noite!
 

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