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Administrador

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Hoje, amanheci muito nostálgico. Isso porque, há exatamente um mês, eu e minha filha estávamos passeando num lugar agora “perigosíssimo”.  Oshopping em Chapecó. Na ocasião, divertimo-nos muito, almoçando, caminhando bastante, assistindo a um bom filme (“O chamado da floresta” – aventura envolvendo um cão muito simpático) e, por fim, lanchando (McLanche Feliz, o preferido da Marina). Pensávamos nós que, brevemente, iríamos repetir a “dose”, o que a pandemia está por ora impedindo.

Para quem não conhece minha filha, “puxou” a quase tudo a mim, inclusive a famigerada “preguiça”. Como ela reside com a mãe, e estamos confinados cada um em sua casa, nossos “encontros” resumem-se a conversas em vídeo pelo WhatsApp. Brincadeiras à parte: ela sempre foi muito inteligente e espontânea. Confidenciou, então, que a preguiça de estudar motiva-se pela reclusão involuntária. Acredito em você, filha!

 
Além da nostalgia, fiquei “matutando” sobre a importância das pessoas em nossa vida, principalmente nos momentos mais simplórios do cotidiano. Isso me levou a arrolar as pessoas das quais dependo (e acredito que sempre dependerei, em maior ou menor grau) para “viver” (parece muito forte o termo, mas logo todos entenderão).
 
Vamos lá: academia, barbeiro, dentista, faxineira, lanchonete, lavanderia, médico, mercado, oficina mecânica, padaria, posto de combustíveis, restaurante, sapateiro... (a relação está em ordem alfabética porque não é possível dizer quem é mais importante que quem). A lista possivelmente é maior, mas não recordo agora de todos. O que quero refletir aqui é a necessidade “vital” da existência deles. Afinal, é até possível que um ou outro possa ser “dispensado”, mas, e se nenhum deles existisse? Claro que, do outro lado da moeda, também sou essencial para a existência deles, como bom cliente que creio ser.
 
Essa reflexão pode levar a muitas outras, principalmente considerando que, pelo menos nos últimos tempos, tenho procurado ser o mais autônomo possível. Alargando esse pensamento, de quantas pessoas/empresas uma família de quatro membros depende? Viveria sem a existência e o serviço prestado por eles? Talvez sim, talvez não. Na dúvida, a partir do momento em que fomos “domesticados” (ou seja, acostumados a viver nas urbes, com toda a comodidade possível), cada vez estamos mais distantes de sermos “uma ilha que não precisa de mais ninguém para viver”.
 
Para finalizar, resolvi “escapar” um pouco do confinamento. Caminhando pela rua (há algumas quadras de casa), vi várias pessoas com máscaras, cenário diferente do que se via aqui nos primeiros dias da crise.
 
Boa noite a todos!

Hoje, tive mais uma impressão diferente da vida, ao “fugir” um pouco do confinamento para realizar uma atividade básica: ida ao mercado. 

Interessante como, anteriormente aos “dias sombrios”, muitas de nossas ações eram extremamente corriqueiras: ir ao super, tomar um bom café na padaria, levar as roupas à lavanderia... Agora, tudo faz parte de um “ritual”, no qual não faltam os outrora “cuidados extremos” – é álcool em gel por todo canto.
 
Antes de ir ao mercado, passei na padaria de meu amigo pra comprar um “gelado” (como dizem italianos e espanhóis). Acho que, neste mês, não havia consumido nenhum. Meu amigo estava tranquilo, atendendo ao caixa e confessou que os dias, realmente, parecem mais tranquilos: mais pessoas nas ruas, e a “neura” dos primeiros dias de confinamento parecem dissipadas. Confidenciou que “nos primeiros dias, as pessoas olhavam com desconfiança para dentro do estabelecimento; tinham medo de serem contaminadas, como se o vírus estivesse no ar. Agora, já entram mais desanuviadas e sorridentes”. Será, penso eu, que a nossa batalha está próxima do fim?
 
Já no mercado, poucas pessoas. O clima “apocalíptico” do início da crise cedeu lugar à razão: não é preciso estocar muitos alimentos e produtos de higiene por casa, pois o mundo não vai mesmo acabar tão fácil assim.
 
Fora isso, diferente dos outros 12 dias, vi pouca TV. Acho até que foi salutar para mim. Estava entrando no “clima” de contar os mortos desse ou daquele país, mergulhando-me num estado de espírito catastrófico.
 
Consegui, também (palmas pra mim, diretora Dalva!), quase colocar em dia a correção de trabalhos dos meus alunos. Por falar neles, recordem que, ontem tratei da preguiça. Pois bem, por mais incrível que possa parecer, estou sentindo falta dos “capirotos” (como eu e a profe Celi carinhosamente os chamamos).
 
Então, aos poucos, vai chegar os dias em que tudo voltará à normalidade. Em que poderemos voltar às ruas (que nos pertencem por direito!) e transitar por todos os lugares sem nos preocuparmos com um “inimigo invisível” (dizem nossos cientistas) e pérfido.
 
Por fim, fiquei muito contente com as sugestões que meu amigo, professor Jeferson, fez aos diários dos dias anteriores. Inclusive, a ele peço até desculpas, pois sou um neófito na escrita e muito ainda tenho a aprender.
 
Também um grande abraço ao amigo Adriano, da minha terra amada São Miguel do Oeste, que a pouco me cobrou (no bom sentido do termo), como não havia ainda saído mais uma edição do Diário.
 
A todos, uma boa noite e fiquemos com Deus!
 

Xanxerê amanheceu com um sol radiante, como há tempos não via. 

Parece que a natureza não está “nem aí” com as mazelas humanas. Passarinhos cantam seus hinos, o vento carrega o pó de um lado a outro e os demais elementos do meio ambiente cumprem suas jornadas. Apenas nós, frágeis seres humanos, precisamos nos isolar para nossa sobrevivência. Triste sina...
 
Hoje, é dia de confessar pecado e frustração mortais. Os novos tempos (dias sombrios, como gosto de me referir) demandam importantes reflexões pessoais. E conforme os dias passam, isso se torna mais latente.
 
Primeiro, o pecado. Sempre fui, e não sei se consigo disfarçar, um preguiçoso “nato”. Tenho preguiça de tudo: ir dormir, acordar, fazer serviços caseiros, exercitar-me, passear com minha filha (perdão, Marina Vitória pela confissão!), entre outros mil – exagerando um pouco. Mas, talvez, o pior seja o de trabalhar! Verdade verdadeira! Inclusive, minha mãe sempre diz: “Vá, vá, Junior (assim que ela carinhosamente me chama), você nunca teve vontade de trabalhar!”
 
Confesso, infelizmente, que é verdade, apesar de sempre me considerar um trabalhador nato e profissional no que faço. Durante minha jornada profissional anterior à atual, por exemplo, “cansei” de trabalhar muitas horas por dia da semana e muitas horas nos finais de semana. Quem sabe isso até tenha contribuído para “falecer” meu casamento. (Momento de risos sardônicos particulares).
 
Aliado a esse pecado, está a triste procrastinação (em palavras simples, ato de deixar tudo pra amanhã). Mas isso é assunto para outro dia...
 
E, agora, a frustração. Sinto-me um escritor frustrado – não fracassado, que o significado é outro. Desde criança alfabetizada, sempre gostei de escrever. No início, escrevia paródias sobre minha irmã – material que o tempo consumiu. Depois, já jovem, parodiava os professores. Minha verve humorística era infinitamente maior do que é hoje.
 
Consegui, até, lançar dois livros, dos quais sugiro a leitura: em 1995, durante a graduação em Letras, a pequena “Escrituras do cárcere”, em coautoria com meu amigo Valdir Prigol. Oito anos depois, agora no Mestrado em Letras (na UFSC), “Quem escreve um conto, chega a um livro”, em parceria com meu amigo Márcio Maieski e orientado pela doutora Rosângela Rodrigues. E, em 2005, finalizando o Mestrado, escrevi uma “brilhante” (em minha avaliação!) dissertação, intitulada “O artigo de opinião na perspectiva pedagógico-discursiva – uma experiência no ensino superior”.
 
Atuei, durante muito tempo (umas duas décadas, por aí), como jornalista – formação que também tenho. Nesse período, escrevi milhares de textos (notas, notícias e reportagens) e meio que compensei a frustração. O que não consigo me “perdoar” é o período em que fiquei desempregado – cerca de 18 meses –, e a preguiça não me permitia fazer nada além de dormir.
Será que é preciso um cataclismo para que acordemos e passemos a agir de forma diferente? Acredito que o tempo nos trará essa resposta. Quem sabe alguns meses antes que este tempo sombrio desvaneça. Vale a reflexão! Boa noite a todos!
 

Solidão, desesperança, um pouco de amargura... Diferentes sentimentos se misturaram no “longo” dia de hoje.

Assistir à TV ou navegar na net se tornam cada vez mais chatos. A falta de utilidade corrói o pensamento – chego a essa conclusão. Então, a solução parece ser “se ocupar” – mas no quê?

Minha morada é simples, também num pequeno edifício. Meus vizinhos, pelo que observei, tem se ocupado de alguma forma. Alguns ficam na sacada, olhando para um horizonte distante. O que pensarão nesse momento? Estarão tão angustiados quanto eu?
 
O dito “isolamento social”, para mim (talvez muitos compartilhem com isso), é um “pagamento de pena” brando. Tipo, cometi um pequeno delito e, por isso, estou em prisão domiciliar. Não quero aqui fazer julgamento de quem está preso numa penitenciária e por qual motivo, mas se tenho meus perrengues aqui, imagina eles por lá...
 
Decidi, enquanto escrevo estas mal traçadas linhas (putz, ficou horrível!), deixar a melancolia de lado. Afinal, hoje também teve seu momento nostalgia.
 
Explico melhor: na minha conversa diária de três décadas com a mãe, ela recordou alguns acontecimentos divertidos da minha juventude – confesso que de muitos não lembrava mais.
 
Entre eles, o dia em que comprei meu primeiro carro (um Chevette velho) e, todo orgulhoso, convidei-a para um passeio. Diz ela que, naquela oportunidade, passou muito medo, porque não confiava em minha perícia ao volante. “Parecia que você dirigia de um jeito que íamos a qualquer momento bater!” – confidenciou. Muitas risadas!
 
Fora isso, de “relevante”, precisei monitorar a enxaqueca que me persegue há muito tempo. Quase ia esquecendo: ao sentar pra escrever este texto, uma ex-namoradinha da juventude (quanto tempo já faz...), mandou mensagem no celular. Queria saber como o “bom burguês” (apelido que não gosto muito, mas que até me diverte) estava atravessando estes “dias sombrios” (essa frase vou patentear!).
 
Então, contei o dia melancólico e, dela, ouvi mensagens de motivação e esperança de um futuro melhor. Quanto a isso, definitivamente sou um otimista “pessimistimado” (essa palavra não existe, é claro) – penso que o copo de água às vezes está meio cheio, mas geralmente está mais vazio.
 
Foi bom conversar com ela; não recordando o passado, mas projetando o futuro. “Sem esperança, o que nos restará???”, bem recordou minha amiga.
 
Esta esperança, então, precisa estar conosco independente de pandemia ou não. Precisa ser uma constante, junto com a tolerância (não é doutora Vanessa?) e o amor ao próximo. Precisamos urgente de cura do vírus, mas, talvez em alguns momentos mais ainda, de cura do desamor, falta de compreensão e de sentido de humanidade.
 
Pra finalizar, vou exercitar algo que aprendi com minha colega Elisângela: sugerir uma boa leitura para esses dias. Vamos lá: “1984” (George Orwell), que trata da dominação de um povo a partir da regulação de todos os seus direitos e deveres. É possível “baixar” pela net, em formato PDF. Boa noite a todos!
 

Dia atípico. Assim poderia classificar como foi hoje.

A minha louça sofreu a limpeza que merecia, mesmo que minha vontade estivesse lá nos pés. Fora isso, um pouco de TV, uma torrada de almoço (pra variar o cardápio um pouco) e muita, muita, net! Acho que estou, aos poucos, me tornando um “idiota útil”, como aponta a grande obra "O vidiota" (Jerzy Kosinski)!!!
 
Ah, essa bendita/maldita Internet! Como um “deus” moderno, possui muitos admiradores, ao lado de inúmeros detratores. Esses dias, até “ouvi” alguém comentar, no Facebook, que o caos estaria verdadeiramente instaurado se a Internet parasse por causa da pandemia...
 
Mas vamos ao que interessa. Conversei virtualmente com umas duas dezenas de pessoas (20 e poucas, acho). Tema: invariavelmente, Coronavírus e sua pandemia. Confesso, porque minha mãe não gosta que seus filhos mintam (verdade, Dona Antonieta?), algumas prazerosas e outras nem tanto. A verdade é que, desde março do ano passado, quando tive uma crise de Menierè (acho que é assim que se escreve, nunca fui bom em francês), passei a conduzir minha vida por outros caminhos, evitando conflitos desnecessários – grande aprendizado que tive com uma grande amiga chamada Vanessa.
 
Pois bem, voltando à minha digressão, penso que o conflito às vezes é até inevitável, mas muito desnecessário! Pra mim, atinge todos os sistemas vitais e causa grandes dissabores.
O que quero dizer com isso? Que precisamos na vida “achar” (bem isso, meus antigos alunos, não tenho certeza do que afirmo agora!) um meio-termo em tudo, seja nas relações, seja nos pontos de vista. Muito bem: quem diz que minha ideia é totalmente certa e a sua totalmente errada? Algo a se pensar, sempre.
 
Mas, para não delongar muito nesse aspecto, tive o prazer de conversar com meu primo Jair, lá de “Casias”. Acho ele, além de muito inteligente, bastante sensato e de arguta perspicácia.
Falamos de tudo um pouco (pouco do Coronavírus, por incrível que pareça) e “discutimos” (no bom sentido da palavra) sobre a crise atual. Gosto de conversar com ele pelo “papo” despretensioso: ele até pode não concordar comigo, mas nunca foi mal-educado de apontar em “riste” e dizer “você está errado!”. Também nunca fiz isso com ele. Estamos certos ou errados? Difícil afirmar, mas nas nossas conversas predomina o respeito à opinião do outro – algo que está, me parece, cada vez mais distante enquanto nos acostumamos com essa nova “ordem mundial”: ficar em casa, pois o mundo lá fora é perigoso –, assistam, se puderem “Um lugar silencioso”, que creio refletir um pouco do atual “caos” instaurado.
 
Pra finalizar hoje, penso que, mesmo não tendo terminado essa Pandemia, devemos exercitar o respeito à opinião do outro, como diz um filósofo do qual não lembro o nome: “não concordo com sua opinião, mas vou brigar com o mundo para que ela seja ouvida”. Boa noite a todos!
 

O dia não começou muito bem... Acordei com uma enxaqueca “das brabas” (como dizem os antigos).

Assim, por falta de remédio pra tratar o mal, precisei ir até uma farmácia. Como fica próxima de casa, fui a pé.

O cenário de Walking Dead (lembram da referência que fiz no quinto dia?) relaxou um pouco nas ruas. Mais pessoas fora, caminhando e até correndo, do que era visto antes. Parece ser o espírito brasileiro: se há orientação legal, sou contra...
 
Pois bem, mais ou menos na metade do caminho, cruzei com um senhorzinho, na casa dos 70 anos, sacolas de mercado às mãos. Cumprimentei-o e ele a mim, sempre respeitando a distância regulamentar (até parece que estamos em um gigantesco jogo de futebol...). Do nada, ele resolveu puxar assunto: “Jovem (fiquei tão lisonjeado nessa hora, pois todos sabem que detesto ser tratado por ‘senhor’), você acha que esse vírus é mortal mesmo?”
 
Pela confiança que ele estava depositando em mim, resolvi destilar minha verve mesclada de professor, pseudomédico e diletante cientista: “Meu senhor, tenho acompanhado as estatísticas desde janeiro, e, de lá para cá, a incidência de mortos por contaminação cresceu 300%. Com isso, só posso lhe dizer que tenho muito medo...”
 
Nesse momento, resolvi indagar o porquê de ele estar caminhando pelas ruas, contrariando, em virtude da idade, até uma recomendação da OMS. Ele explicou que mora só com a “véinha” (palavras dele!), pois seus filhos residem longe e ficaram preocupados em, de repente, colocá-los em risco.
 
Bom, diante disso, procurei tranquilizá-lo, passando algumas recomendações (agora penso que, quem sou para dar conselhos a alguém mais vivido que eu?) e dizendo que todos, independe de idade, raça, sexo ou convicção política, corremos risco com o Coronavírus.
 
Então, despedimo-nos, e cada um seguiu seu rumo.
 
Agora, na guarda de meu modesto lar, pensei um pouco na conversa que tive com o senhor (mal-educado que fui, nem perguntei seu nome...) e lembrei-me das estatísticas horrendas que os meios de comunicação de massa nos passam (para o bem ou para o mal) todos os benditos dias. Recordei dos milhares de mortos na nossa querida Itália e penso, com isso, que devemos, ainda hoje à noite, fazer uma breve prece/oração por aquelas vitimas que nem puderam se despedir de seus entes queridos – não só italianos, mas também espanhóis, franceses, chineses e demais.
 
Ao lado dessa prece, penso que (lá volta minha verve cientista!) devemos continuar nos cuidando ao máximo. Como dias atrás ouvi de um político que não lembro o nome, é melhor, nesse momento extremo, pecarmos pelo exagero do que lamentarmos pela imprudência. Boa noite a todos!
 

Tive uma noite agitada, o sono não foi muito tranquilo. Não sei bem o porquê.

Logo pela manhã, resolvi, diferente dos outros dias, definir um planejamento de diferentes atividades para passar o dia. Entre elas, lavar a louça; consegui fazer quase tudo, mas a louça ainda está esperando na pia... Como diz minha mãe, “a louça não sente dor”; então, pode esperar mais um pouco.
 
Como de costume diário dos meus últimos 30 anos, liguei para a mãe, que está confinada no município de São Miguel do Oeste. Veinha sortuda: pelo menos o resguardo dela é porque passou 15 dias na Europa...
 
Entre assuntos sérios e outros nem tanto, recordamos de um fato divertido e doído (pra mim) que nos envolveu em minha longínqua infância.
 
Vou contar: um dia, devia ter eu uns seis anos, estávamos passeando pela cidade. De repente, avistei dois galhos pequenos de árvore no chão e tive uma brilhante ideia... Peguei cada galho com uma das mãos, comecei a correr rápido e gritar: “vou voar! Vou voar! Vou voar!”. O resultado não poderia ser outro: devo até ter levantado uns bons 40 centímetros do solo, logo “aterrissando”, com tudo, no chão. Socorrido logo pela mãe, estava todo machucado, sangue saindo das feridas noviças, mas triunfante de que havia “voado”...
 
Hoje, muitas décadas depois, desisti desse sonho de menino. Resido num quarto andar de um edifício e o que mais quero é estar com os pés fincados na terra.
 
O que aquela pequena aventura me ensinou? Certamente, a de não me aventurar em searas que não conheço. Trazendo para os sombrios dias atuais, reflito que devemos pensar em “voar” – se possível o mais alto que possamos –, mas desde que tenhamos segurança nesse voo.
 
Pra finalizar, creio que, logo, logo, poderemos voltar a nossa vida normal e, como diz o ditado popular, “tocar nossas vidas”. Misteriosamente, parece que o Ser Supremo que rege nossas vidas nos pede menos velocidade, menos tensão, menos discórdias e, por outro lado, mais amor e paciência. Prossigamos com fé!
 
Depois de vários dias de angústia e medo, hoje o dia foi mais leve.
 
Logo cedo, como de costume, celular à mão, “naveguei” (confesso que nunca fui um bom marinheiro...) pela Internet, à procura de algo interessante, que não dissesse respeito ao novo Coronavírus.
 
De repente, chama minha atenção o sinal característico de nova mensagem no WhatsApp. Entrando no aplicativo, era no grupo da Escola. Uma colega perguntava como todos estavam usando seu extenso tempo livre – “ócio produtivo”, nas palavras de Domenico de Masi (desculpem, mas quem quiser saber mais sobre ele, pesquisa na Net...)
 
“Pipocaram” respostas: fazendo faxina, pintando, brincando com as crianças, testando novas receitas culinárias e por aí vai...
 
Nesse momento, aflorou minha parte divertida (que, confesso, pouco costuma aflorar...) e resolvi “brincar” com o pessoal: falei que, o que mais estava fazendo, era beber! E bebidas alcoólicas! Para “comprovar” minha afirmação, inseri uma foto de uma conhecida aguardente (não vou revelar o nome, pois não estou recebendo direitos autorais...)
 
A reação dos colegas foi a mais diversa possível: houve os que riram, mas também os que se preocuparam. Com estes, confesso, fiquei mais apreensivo, pois nunca passei (e quereria passar) a imagem de “bebum”.
 
Pra encerrar a brincadeira, disse que, após vencermos (e venceremos!) essa grave crise, me tornarei um “bom alcoólatra”. Risos e mais risos.
 
Vivemos tempos difíceis. Talvez, nossas gerações futuras ouçam nossas histórias sobre este momento como “tempos sombrios”. A verdade é que, mais do que nunca em nossa curta existência (falo da minha, particularmente), vivemos algo tão aterrador. Assim, compete a nós que “naveguemos” nesse mar de incertezas com um certo grau de tranquilidade. Precisamos disso e também confiar em Deus...
 

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