
Textos para diversão e reflexão! Blog em que você vai acompanhar a minha rotina desde o início da quarentena da pandemia do Coronavírus (Covid 19).
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Dia de trabalhar bastante, de forma remota/segura, pela escola, com atividades de manhã e à tarde. Fim da manhã, próximo ao meio-dia, rápida passada na lavanderia. Já no fim da tarde, revigorante caminhada, tradicional das quartas-feiras (já que, infelizmente, ainda não posso/não devo correr...). A chuva prevista, de novo não veio. Amanhã choverá? Só Deus sabe.
No Diário desta quarta, convido vocês a percorrerem comigo o trajeto da caminhada de hoje. Diferente de outras, optei por um percurso mais central, até para ver como estava o “clima” no centro. Então, vamos caminhar, pois “o medo está no ar...”.
Antes, quero contar que, ontem à noite, assisti ao bom “Até o último homem”. O drama de guerra norte-americano relata a história real de um médico adventista que, contrário às armas, serve na Segunda Guerra Mundial e salva dezenas de companheiros do seu pelotão. Bom, quis falar do filme porque, em grande medida, estamos atravessando uma “guerra” (física e psicológica), e, por isso, o medo pode ser “sentido” no ar. E presenciei isso na leve caminhada de hoje.
Inicialmente, deparei-me com muitas pessoas caminhando – com as academias fechadas, restou essa alternativa para quem, como eu, quer manter a forma (meio arredondada, diríamos, no meu caso). Os primeiros quilômetros, pelo menos, mostraram isso.
Passando à frente do nosso hospital regional, uma viatura de funerária aguardava, ao que tudo indica, mais um corpo. Pela paramentação deles, uma nova vítima da Covid...
Já próximo do fim do trajeto, encontrei um amigo de longa data. A conversa girou em torno do polêmico título de campeão brasileiro do Flamengo, obtido sob circunstâncias no mínimo “estranhas”. Momento ameno da caminhada.
Enfim, nos cerca de cinco quilômetros a pé, cruzei com umas três dezenas de pessoas. No rosto de todas, a mesma expressão de medo, desconfiança sobre os dias atuais e os que virão...
Em tempo: peço uma oração a algumas pessoas que, neste momento, estão em tratamento da Covid, amigos e parentes. Que Deus os acompanhe para que sejam curados!
Boa noite!
E chegou mais uma esperada sexta-feira! Para mim, particularmente, veio “em boa hora”, tamanha a canseira da primeira semana de trabalho! Hoje, diferente dos outros dias, ficamos o dia inteiro na escola, recebendo orientações de como proceder (protocolo sanitário) no retorno às aulas – muitas informações, porém todas importantes e necessárias. Após, já de volta a Xanxerê (lembrem que a EEB Kyrana Lacerda fica em Vargeão), degustei um bom chimarrão com pipoca doce. Agora, até um pouco tardio, preparo o último Diário da semana!
Não lembro com quem recordei, esses dias passados, de uma espécie de ditado muito utilizado pela minha saudosa vó paterna (Elvira), falecida há muito, muito tempo: “quem tem põe, quem não tem tira!”.
Na época, a vó, muito caridosa, orientava-nos que devíamos nos preocupar sempre com o semelhante, o próximo, auxiliando-o materialmente. Assim, ela, sabiamente, propunha que quem tivesse recursos, colocasse-os à mesa, enquanto quem estivesse sem, utilizá-los-ia para suas necessidades. Essa foi uma de tantas boas lições que aprendi com a vó, que chamávamos carinhosamente de “nona”.
Bom, demos uma rápida “olhada social”... O que vemos? Salvo engano, que a maior parte da riqueza mundial (em torno de 90%) está concentrada nas mãos de poucas pessoas (4%). Assim, independente do discurso “tenho esse recurso porque batalhei muito por ele; se você não tem, deve trabalhar por isso”, é preciso olhar mais com a visão caridosa de minha vó...
Aqui, não quero discutir regime político ou econômico de um país: mais do que isso, penso que devemos nos preocupar, dentro dos limites de nossas possibilidades, com o outro, que é, queiramos ou não, nosso irmão. Se tenho mais do que ele, posso, e devo, ajudá-lo de alguma forma. É minha obrigação humana, cristã.
E como auxiliar o outro? Fornecendo a ele uma oportunidade de trabalho, um cobertor, pão ou até algum dinheiro. Nesse aspecto, gosto muito daquele ditado, que não é da minha vó, mas sabiamente proclama: “é mil vezes melhor poder ajudar do que precisar ser ajudado!”.
Pensemos nisso! Muitas pessoas precisam de nós com tão pouco! Não podemos “fechar” nossos olhos aos sofrimentos e necessidades dos irmãos!
Boa noite e bom final de semana!

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Xanxerê (SC)
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