A vida é curta demais! (homenagem póstuma)

Junho 06, 2021

Ontem, foi um dia bem triste. Chorei a morte de um amigo, que ocorreu há sete dias. Isso porque, esse amigo, eu considerava como um verdadeiro irmão, para todos os momentos, para todas as horas.

E na lembrança dos momentos vividos em sua companhia, surgiram-me recordações de boas conversas que sempre tivemos. Ele sempre dizia, por exemplo, que gostaria de parar de trabalhar aos 55 anos, porque ainda era novo; e aí, sim, iria começar a aproveitar a vida.

Porém, ele não conseguiu: viveu até aos 53. No meu caso, eu poderia ter parado aos 45 ou 46 anos, devido à pressão. Assim, por ser muito “novo”, posterguei até aos 50 anos. Uma decisão difícil, mas com a certeza de que foi a mais acertada.

Isso me faz pensar: quando é a hora certa de desacelerar? Quando é a hora de dar um basta em tudo e começar realmente a viver, a curtir as coisas que, verdadeiramente, interessam e nos fazem felizes?

Por isso, vejo que precisamos cultivar quatro coisas de suma importância: curtir a família, buscar a paz interior, rever os amigos e passear. Enfim, fazermos aquilo que nos enche de satisfação, prazer e alegria, e que ficamos sempre postergando para depois...

Então, não deixe nada para amanhã, pois a vida é curta demais. Não vamos deixar esperar pelo amanhã para buscarmos a felicidade, que pode estar presente até em um simples abraço de um amigo de verdade.

Até breve, meu grande amigo!

* texto de autoria de Gelson Ochoa, eletricitário aposentado que reside em Barra Velha (SC)

Comentários  

+1 #1 Elenir Ceccatto 07-06-2021 09:24
Parabéns. Vc captou os meus questionamentos também. Esse conflito interior é meu companheiro no dia a dia. Muito pertinente.
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